quinta-feira, 13 de junho de 2013

Bom, mau, ou nem um nem outro.....

Já me perguntaram se sou uma pessoa boa ou má, ao que respondo que eventualmente sou bom quando possível e mau quando necessário. Mas, geralmente não sou nada disso, pois a maior parte das coisas que faço, se não é a favor do próximo, também não é contra. Enfim, entre a bondade e a maldade há uma variedade tão grande de matizes que seria tolo ou ingênuo querer se prender nesse par de opostos para se definir, opostos que quer mais moralizar as pessoas que compreendê-las. Sei apenas que ninguém consegue ser bom ou mau todo o tempo e em todas as circunstâncias que a vida cria, pois a razão ainda que possa determinar parte das ações, pouco pode sobre a vontade e os sentimentos, que são suscetíveis às inclinações e ao momento sempre movediço.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Salvem-se a si mesmos!

Tem gente querendo salvar o mundo ou a humanidade, só não sei do que, para que, de quem e outras coisas mais. Se algo precisa ser salvo, é porque está em perigo, mas, tirando a canalhice, que risco o mundo ou a humanidade correm? Naturalmente, que poderemos morrer afogados em lixo, em restos, em supérfluos, mas como haveremos de morrer, que diferença faz, desde que não haja sofrimento. O suposto aquecimento global não passa de fatalismo barato, que só aquece a discussão sem nada sugerir de significativo, senão a contenção de gases, quase nos obrigando a parar de peidar. Nada tão tolo e presunçoso como nos acharmos capaz de destruir a merda do mundo com nossas merdas; nossos merdas só podem adubar a nós mesmos, ou de nada servirão, o que é mais usual, ainda que possam destruir algumas coisas, que afinal serão destruídas como tudo, para que novas coisas se façam. Morre-se para abrir caminho para as novas vidas tão sedenta quanto nós por tudo e por todos. Não, não tente salvar os demais de ilusórias opressões, ou salvar o mundo da ganância, ou salvar a vida dos pobres e comprimidos cidadãos dessa existência tola, não é a luta contra as coisas que promovem o justo, mas antes a afirmação de si que não permite a injustiça dos demais contra si. Tenho para mim, que o melhor que se faz é pouco ou nada fazer, de preferência ignorar quase tudo e quase todos, só se atendo nas pequenas coisas que se precisa para viver: boas pessoas para conviver, a realização de pequenas coisas prazerosas, a aquisição de um sentido para si e a independência de pensar e agir. A humanidade continuará a cometer suas catástrofes ecológicas, seus crimes humanitários, sua exploração extrapolada dos recursos humanos e naturais, sua busca incessante de coisas fúteis, como sempre fez, e isso não é algo necessariamente ruim para os homens e para o mundo, pois que se pode escolher, e se escolhe viver na imundice e de forma imunda, com sentimentos e pensamentos miúdos, gostos duvidosos, desejos extravagantes e medíocres, assim como de ações mesquinhas. Não adianta lutar contra essas coisas, esse processo civilizatório que torna a todos consumidores contumazes e contribuintes alienados e apáticos, lute para não se render a essa tendência, abandone emprego e status, livre-se dos bens e dos haveres, e cumpra apenas com o dever elementar de qualquer pessoa, sua sobrevivência digna, ainda que pobre. Não tente acabar com as guerras, com a fome, com a exploração, com as tiranias, pois fará apenas guerra, explorará ou será explorado, ou tentará impor a sua tirania (seu certo, sua justiça, sua verdade) particular aos demais; contente-se, quando muito, como os sábios, de não se deixar tiranizar e terá feito o que se espera de qualquer pessoa livre, não se submeter seja às pessoas, seja aos ideais, seja aos sempre falsos líderes. Se há algo para ser salvo, é cada um salvar a si próprio, cada um cuidar de si, não se submeter aos demais, nem submeter ninguém. O que estraga o mundo e a todos nunca está longe de nós, basta olhar no espelho e perceber o canalha que se é, e, assim, talvez, deixar de sê-lo. É só cada um deixar de fazer sua parte da maldade do mundo que o mesmo se tornará menos ruim. Mas, salvar seja o que for, os homens, ou o mundo, é de todo inútil, pois que tudo está de antemão condenado à morte certa. Enquanto não morre, que pelo menos não mate muito para viver, pois que matará muito para viver, legumes, frutas, animais.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Uma filosofia e um filosofar

Não sei por que, mas alguns me chamam de filósofo, talvez, por me ouvirem dizer que sou um epígono de Diógenes, o cínico. Talvez, porque defenda o ócio com muita convicção e sem pretensões de obter algum ganho que não seja o saudável nada fazer. Talvez, porque nada cobre para expor minhas ideias, que, verdade, poucos estão dispostos a ouvir. Há ainda aqueles que por perceberem que não tenho profissão, nem renda, e por vezes escrevo algumas coisas, que me aproximo daquilo que acreditam ser um filósofo, alguém que perde seu tempo com o nada, tão rico de tudo que é porcaria que se inventa. Enfim, minha vida parece criar algum estranhamento, alguém que está sempre estudando, mas não se forma em nada, alguém que está sempre lendo e que conhece infinitas coisas, e, no entanto, não se dedica a aplicação ou ganho remunerado com nenhum dos seus conhecimentos. Bom, não sei se faço jus ao título que me dão, visto que os filósofos têm certo ar de condutor de homens, o que não é o meu caso, que posso quando muito me esforçar por não ser conduzido pelos demais, pelas tiranias sociais a exigir comportamentos adequados para toda situação. O fato é que se tenho um filosofar, o mesmo se caracteriza por tentar conduzir minha vida de forma digna, sem me ajoelhar ou me vender aos costumes. Minha filosofia me impõe leis mais obrigatórias que as leis civis, obrigando-me à honestidade; ela amplia meu entendimento e minhas obrigações sobre mim e sobre o mundo. Enfim, se há em mim um filósofo, o mesmo se manifesta toda vez que entro em conversação com os demais, quando interrogo ou sou interrogado sobre a vida, ou, o que é mais comum, sobre as merdas da vida, visto que essas permanecem mais tempo atormentando as pessoas atormentadas. Alguns acham que tenho uma filosofia triste, o que longe está da verdade; o que entristece é saber a verdade, o que é uma característica da defesa intransigente da veracidade. Por fim, há o fato de falar muito da morte, do suicídio, da eutanásia, do aborto, dessas coisas irreversíveis, desses atos legítimos do desespero humano, fruto da sua liberdade de escolha, nem condenando, nem enaltecendo, apenas salientando a infinita possibilidade humana de plasmar coisas que mexem com os valores de todos. Por tudo isso, sou tido por filósofo, alguém que defende ideias e vive segundo elas, que se contenta com boas discussões, que se delicia com novas descobertas, que procura a sabedoria em toda atividade, mesmo naquelas mais inocentes. Dizem até que tenho uma metafísica, que é do adubo que se irradia a vida e que é no intestino que se plasma nossas ideias. Que tenho uma epistemologia, que se aprende mais com os erros do que com os acertos. Que tenho uma ética, que o certo é uma questão que se estabelece no momento e na circunstância. Que tenho uma lógica, por pior que esteja, ainda pode piorar, ou morrer. Que tenho uma estética, que o belo é quase sempre fútil. Portanto, o título me cabe até certo ponto, visto que sempre mamei muito nos filósofos, e que, como muitos deles, busco um caminho próprio. Porém, o título fácil de ser obtido, é também facilmente perdido, pois o título definitivo é sempre dado pela posteridade, que carregará sua influência para o presente, ou não. Estejam certo, se tenho uma filosofia e conseguir ensinar alguma coisa, será fundamentalmente para que se aprenda a aprender, pois o pior não é a ignorância, mas o asco em querer aprender e a satisfação com uma ilustração elementar que não ultrapassa a superfície das coisas e antigos preconceitos; uma filosofia militante da sabedoria que ensina a pensar com o próprio intestino, que defende que a felicidade não está no trabalho, nem na riqueza, nem no prazer, mas em se obter bons amigos e poucas obrigações. E perguntarão: e daí? Que importância tem um filósofo hoje, ou melhor, o que se ganha sendo um filósofo hoje ou em qualquer época? Rigorosamente nada, pois não é uma questão de ganhos, mas de abertura de caminhos, e a importância da filosofia não está tanto nos resultados práticos, mas na formação de mentalidades, na promoção da formação humana. Se há uma coisa que aprecio na filosofia, é que ela é uma arte liberal, e não serviçal; não está aqui para servir, mas para libertar dos serviços e pensar na vida, princípio que adoto sempre, fazendo o mínimo possível para sobreviver e dedicando a maior parte a contemplação da vida mundana que levamos. Assim, sendo um filósofo, vou a praça expor minhas ideias e debater as ideias dos outros, sem me preocupar com outra coisa que não seja a verdade, que se espera surja do debate e da discussão, pois a verdade nunca é algo que existe de antemão, mas surge quase sempre após o inquérito racional dos homens.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Da ausência de leitores

É de se perguntar por que não tenho leitores. Sem dúvida, minha insignificância é razão mais do que suficiente para justificar essa ocorrência. Todavia, há o fato do que digo ser indigesto para paladares delicados. Também ocorre que a verdade, assim como a honestidade não serem apreciadas, muito menos é popular, a não ser quando as mesmas tratam de coisas amenas, que não é o meu caso, que trato das coisas pequenas, mas com odores fortes. Acrescente-se ainda um estilo rústico, quase selvagem, que não busca palavras bonitas para falar de coisas feias, nem disfarça a pornografia explícita das emoções humanas. Por fim, alguns leitores tímidos, em particular, reclamam de minha temática, do meu “pessimismo” ou da minha amoralidade. Mas, a temática advém do mundo do qual sou apenas um intérprete; meu suposto pessimismo é tão somente um realismo cru e sem cozimento poético; minha amoralidade é apenas um traço sutil de certa sabedoria aprendida nos livros, que o certo é algo que se constrói e se destrói nas ações humanas, não existindo de antemão ou para sempre. Se não ter leitores não é com certeza algum tipo de mérito, não tê-los também não significa algum tipo de demérito, ou mesmo algo depreciativo. Há escritores que morrem sem terem sido lidos em vida, não por falta de méritos literários ou de conteúdo, mas por falta de mérito nos leitores de sua época e do seu local. Outros guardaram seus escritos longe do público enquanto vivos, para só depois de mortos permitirem sua publicação. No meu caso, como nem pretendo os méritos de escritor, nem considero que os leitores atuais carecem de méritos (verdade que não são os méritos desejados), nem tenho medo do público sobre o julgamento das minhas ideias, muito menos medo de publicá-las, só posso contar com o esforço próprio para expor minhas impressões a respeito da imundice humana, visto que meus amigos não as publicam nem em vida, por que publicariam depois de morto? Sei que o assunto desagrada, mas desagrada menos que a ocorrência do fato descrito, que a ocorrência das merdas diárias. Já me classificaram como um defensor de algum tipo de estética do feio ou do grotesco. Entretanto, nem defendo alguma estética, seja feia, seja bela, muito menos o grotesco; no mais das vezes nada defendo, apenas ataco. Como não há nem bem, nem belo, nem justo na descrição que faço das coisas humanas atribuem essa negatividade a mim, como se o problema existisse na exposição e não no fenômeno exposto.
Se não há leitores ou são eles mínimos, para que os escritos, me perguntam até mesmo quem não me lê, mas sabe que escrevo. Bom, é um exercício mental, o que faz me sentir diferente de uma ervilha. Por outro lado, gosto de registrar minhas impressões sobre as ocorrências, e dessa forma não gasto papel para armazená-las. Por fim, há um procedimento democrático e republicano de participar das discussões que envolvem o destino de todos ou para evitar ter que participar do destino de todos, que respeita inclusive o direito dos demais de não quererem ouvir minhas posições ou lutas, e ainda sim livremente expô-las na praça: basta entrar ou não entrar nesse Blog. Afinal, participar da comunidade humana precisa do exercício da conversação, ouvir e falar, expor-se ao julgamento público assim como julgá-lo. E ainda que não seja ouvido, é um dever dizer o que penso e o que acho da barbárie que estou envolvido, no intuito de alertar a todos das armadilhas diárias da convivência, mesmo sabendo que pouco posso fazer e poucos vão ouvir. Não faço apenas as coisas que podem dar certo, mas faço tudo que considero certo, ainda que o resultado seja duvidoso ou nenhum.

Dos exemplos a não serem seguidos

Pouco se aprende com os bons exemplos, pois que é difícil de serem seguidos, senão pelos bons que são poucos; devemos nos valer dos maus, cuja lição é mais acessível, mais presente, mais próximo. Todo dia, todo momento, toda ocasião, toda conduta dos outros adverte, aconselha, mostra o que evitar, o vergonhoso, o errado. Aquilo que aborrece ou indigna impressiona e desperta mais a sensibilidade do que aquilo que agrada. A humanidade se corrige ao avesso, mais por desacordo do que por acordo, mais por divergência do que por semelhança, mais aprende o que evitar, do que aquilo que seria mais apropriado fazer. Assim, antes que buscar lições nos bons, que são raros de serem avistados e de difícil realização por pessoas comum imitar, é preciso perceber o que ser evitado para não ser odiado ou desprezado. O lado bom do lado mal é que se percebe aquilo que nos desagrada e desagrada a todos, o que, se não impede de se realizar maldades, porém ao menos se pode tentar entender a faceta maldosa. Confesso que o que vi e sofri na minha educação é tudo coisa a ser evitada, nunca seguida; aprendi mais a repudiar o errado do que a amar o certo, que em boa parte das vezes parece incerto ou duvidoso. Cresci aprendendo a apreciar mais a ser conveniente do que honesto, ser cordial do que justo, ser útil do que ser bom. E se hoje nem sou cordial, nem conveniente, nem útil, e minha honestidade, bondade e justiça possam ser coladas sob suspeita, o fato é que a grande lição que tiro da história humana é que nada se aprende de certo, mas com certeza se percebe exatamente o que não se deve fazer. Nem os antigos, nem os mais velhos podem ensinar o certo apropriado para o momento, que deve buscar seu próprio caminho, procurando apenas não cometer os mesmos equívocos do passado; acertos, se houveram, já não servem para o momento atual. Não se deve buscar tanto um comportamento bom, mas antes evitar ser mal, pois há apenas uma forma de acertar (e é difícil saber qual seja), mas infinitas de errar.

Continuando no assunto imundo: os partidos políticos brasileiros

É difícil para qualquer pessoa razoável dizer qual é o pior partido político no Brasil, porque ainda que um seja uma merda, outro uma bosta, outro um excremento, outro uma fezes, outro ainda um coco, ou seja, todos fedem, o fato é que cada um, a sua forma, realiza algum tipo de mal; são de pequenas bostas que se chega à grande cagada da política nacional, qual seja, a ausência de ética, que ocorre por toda sociedade civil, mas que é mais visível na política, porque é de forma escancarada. Se não se pode afirmar qual seja o pior, apenas que todos são ruins, pode-se afirmar que o mais perigoso é o PT, o mais totalitário, mais do que o PC do B, PSOL, PSTU, igualmente totalitários, porém incompetentes. O mais fisiologista, que sempre está no poder desde o fim da ditadura, seja diretamente, seja indiretamente através de alianças, é o PMDB, que após o governo Sarney (pemedebista), entra e sai PSDB, entra PT, está lá sorridente nas fotos oficiais, espalhado pelos ministérios, impondo sua política de que é dando que se recebe, que não existe argumentos apenas barganha, assim como sua ideologia e moralidade, que tudo nessa vida tem sempre 10%. O PSDB é “diet”, “light” e sem “insight”, tenta parecer inteligente o que só é possível num Congresso repleto de ignorantes, e, no entanto, como os demais, diante do poder, mama à vontade e dá a teta do Estado para os próximos mamarem também. Os demais partidos são coadjuvantes da tragédia nacional; nenhum possui ideologia, apenas interesses. Todos tomam ou posições interesseiras que servem aos interesses políticos e econômicos daqueles que supostamente representam, ou posições erradas, mesmo quando pensam agir imbuídos de boas intenções, o que a rigor não existe entre deputados e senadores: o mais longe que conseguem pensar é nas próximas eleições. Fazendo uma hierarquia perversa de acordo com o mérito negativo dos nossos políticos, diria que o mais perverso é o PMDB, o mais perigoso é o PT, aqueles que dão mais asco são os pequenos partidos, porque ou são de ideologias esdrúxulas, ou a maioria são siglas sem significado algum e muitas se alugando para os demais. O PSDB é o mais irresoluto, o mais sabonete. O DEM é algo em extinção e que poucos sentirão a falta. O PDT deveria ter sido enterrado junto com o seu fundador.
O fato é que se há algo pouco confiável são os partidos políticos, partidos sem perspectivas ou projetos políticos, apenas planos e estratégias de obtensão do poder; todos com uma retórica que fala tudo que o eleitor quer ouvir sem dizer como fará, que consulta os institutos de pesquisas antes de tomarem posições. Partidos que apenas propagandeiam promessas falsas, querendo parecer honestos ao denunciarem as desonestidades alheias, querendo parecer justos e participando na confecção de leis que dá mais regalias aos políticos e mais deveres e impostos ao cidadão. Partidos que depois de eleitos nada fazem senão jogarem fora as promessas e alardeando a culpa na legislatura anterior, no antigo, que herdaram dívidas e confusão, que não têm como arrumar (sic!) tudo num mandato, e lá estão eles em campanha, cobiçando mais um mandato, onde continuarão reclamando de coisas que estão em suas mãos mudar, mas que a rigor ninguém quer mexer. Nenhum partido existente vale qualquer coisa, são trampolins para ambiciosos obterem o Estado e governá-lo com seus cúmplices. Nenhum deles tem posições claras sobre a liberdade dos homens, sobre a democracia ou a república, e se posicionam segundo acreditam que a opinião pública deseja, oscilando como ela; estão repletos de palavras de ordem genéricas, suficientemente amplas para parecer nobres, porém sem efetividade alguma na realidade diária de todos nós. Esses partidos políticos medíocres criam leis draconianas para impedir que novas forças políticas surjam, ou mesmo novos partidos: não querem dividir o botim que realizam no Estado repartindo-o entre mais partidos políticos. Eis o motivo porque sou obrigado a anular meu voto em todas as eleições, visto que não tenho direito de me abster: não quero dar poder, emprego, mordomia para parasitas que só querem aumentar o seu poder, dar emprego para a parentada, viajar pelo mundo à custa do Estado. Naturalmente, essa mediocridade política só existe porque os brasileiros são súditos muito antes de serem cidadãos, com uma formação não apenas incompleta, mas precária e medíocre, que não consegue nem ao menos entender o que é altruísmo, quanto mais praticá-lo, possuindo apenas uma visão parcial, limitada e medrosa, se colocando sempre como vítima de forças da realidade que magicamente acredita tudo dominar, sem se perceberem como agentes da construção do real, e não apenas passivos em relação ao poder, do qual se entendem como vítimas incapazes de mudar, afinal, mudar para onde, mudar por que? Um vergonhoso sentimento de inferioridade aninhou-se e impera no solo brasileiro, do qual quem mais tira proveito são os políticos, ainda que não sejam os únicos responsáveis, visto que eles próprios sofreram a mesma educação medíocre que eles são incapazes de mudar.
Será que não poderia, algum dia, ocorrer de existir pessoas ou partidos razoavelmente descentes, portadores de ideais e propostas políticas, antes que apresentar desqualificadores sobre seus adversários, ou promessas por práticas administrativas honestas e eficientes? Que o desejo seja legítimo, a esperança deve ser pequena, visto que poucos se dispõem a participar da política nos dias atuais, mesmo porque, ainda que a política possa trazer poder e força, raramente traz respeito, o que se não acaba com a força, aniquila com certeza com o poder. Todavia, como somos humanos, seres que podem plasmar novidades, tudo é possível, ainda que nada seja certo em política. Até o momento, nada avisto de descente na política brasileira, uma triste repetição do mesmo, apenas com novas siglas, nem vejo nos pretendes conhecidos aos postos políticos alguma qualidade meritória, apenas a ambição e a petulância de saber o que é certo para os demais, possuindo em sua maioria a profundidade política tão rasa como a grama que apresenta para o rebanho pastar; verdade que não se morrerá de fome, mas se deixará de comer muitas outras guloseimas. Nem plantam as árvores que demoram anos para darem frutos, mas que são os alimentos fundamentais para desenvolver não apenas o corpo, mas o espírito. De qualquer modo, o que se vê é que as plataformas políticas dos partidos tendem a ser tão genéricas e uniformes para não desagradar ninguém, que findam todos nivelados por um conjunto de palavras de ordem das quais poucos discordam, porém sem lhe especificar em nenhum momento o que se entende por tais armadilhas semânticas cheias de significados dúbios e ambíguos. Ora, todos os partidos políticos defendem uma educação de qualidade, é de se perguntar, então, por que não temos nem ao menos uma educação decente, visto que aparentemente ninguém é contra? É que nada sabem do que é educar, muito menos saberão o que é educação de qualidade; foram todos mal educados. Enfim, todos são favoráveis ao que o senso comum deseja, só que o povo sem saber como realizar tal empreitada, designa através dos votos aqueles que dizem que sabe como fazer, e quando lá estão de posse do poder, falta-lhe o conhecimento necessário, para essa ou para qualquer outra coisa que tenha prometido resolver. Na verdade, nossos políticos sabem pouco, tanto quanto qualquer um, mais sem a sabedoria comum, que não se mete no que não sabe, quando obtém o poder, se cercam de sabidos que sempre iludem os incautos e desconfiam dos sábios.
Posso eu, pode alguém, mudar a medíocre realidade partidária brasileira? Qualquer um pode, o problema, no entanto, é mais profundo, quem quer se sujar com a política? Ou ainda mais interessante, supondo que se queira fazer alguma coisa menos estúpida e um pouco mais digna, o que fazer? De minha parte, acredito que o novo na política surgirá de fora dos partidos políticos tradicionais existentes, ambicionando nem tanto um cargo eletivo, mas lutando por princípios e posições políticas, e terá como bandeira a questão ética, uma bandeira pela ética pessoal e coletiva, empenhando-se mais em estabelecer práticas humanas do que leis coercitivas para direcionar o comportamento das pessoas; mais procurando entender os problemas do que apresentar mudanças legislativas, que apenas corrigem coisas mal feitas, e que precisariam ser refeitas. Não são dos políticos profissionais ou dos pretendes a governantes que se deve esperar algo diferente, muito menos qualquer tipo de solução: os mesmos são parte importante dos problemas, mas apenas da sociedade civil, quando consciente de sua capacidade instituinte. Eis porque minha esperança é pouca e minha felicidade difícil.

P.S.: Ainda que os partidos políticos citados possam se sentir ofendidos, visto que a verdade muitas vezes ofende, os partidos não citados podem se sentir mais ofendidos ainda, na medida em que seriam considerados tão ruins a ponto de não merecem nem menção. A insignificância política dos mesmos não permite que se gaste espaços com eles, logo, não é uma questão pessoal, apenas o usual menosprezo que impede até mesmo denominá-los. Não me são indiferentes; se o fossem, nem menosprezo sentiria, apenas acho desnecessário falar das pequenas bostas quando há toda uma diarreia imunda ocorrendo na política nacional.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

PT - um partido totalitário

O Partido dos Trabalhadores, vulgarmente conhecido como PT, se algum dia foi dos trabalhadores, hoje não é mais, é dos deputados, senadores, vereadores, prefeitos, governadores e funcionários públicos, que, se sabe, nunca trabalham (ou só trabalham para si próprios, o que é pior ainda); todos com fortes relações empresariais, empresários prontos a financiar campanhas e ganhar obras. PT se revelou agora um partido dos terroristas, ainda que se digam ex-terroristas, que dominam suas entranhas e as esferas do poder, pessoas que no passado mataram, roubaram, sequestraram, ou tentaram, ou assim quiseram ainda que pouco fizessem, e que, contrariamente ao que afirmam, não lutavam pela democracia, mas para implantarem uma ditadura do proletariado, um regime totalitário como da Coreia do Norte. Não há prova maior do domínio dos terroristas no partido do que a forma como procederam e procede com relação aos bandidos condenados pela mais alta corte do país: acusam a justiça de injustiça, enfim, desprezam as instituições democráticas, e tentam permanecer no cargo até o último segundo, sugando tudo que podem do bem público, da república, da democracia. Esses bandidos condenados junto com seus subjugados ainda impõe que o ônus dos seus crimes seja pago pelos membros do partido, ou seja, são todos cúmplices! São companheiros enquanto criminosos; não há um acordo de cavalheiros, mas de canalhas, a fidelidade da cumplicidade dos bandidos. PT significa um partido totalitário que tenta limitar o poder do ministério público, do judiciário e da imprensa, sendo que suas lutas mais significativas é para que o Estado, aparelhado pelo partido, tome conta (não no sentido de bem cuidar, mas de bem explorar) de tudo e de todos, e que não tenha sua atuação fiscalizada, nem seus crimes quase diários punidos: terrorista, como se sabe, sempre acredita que está acima do bem e do mal, e que pode cometer uma ou várias canalhices em nome do “bem” que supostamente almeja, ou seja, sua eternização no poder e a aniquilação dos inimigos. O fato é que o PT é um partido perigoso, cujas lutas principais se resumem em conseguir regalias para si próprio ou para os lugares onde acredita estar encastelado, usando a barganha ao invés de argumentos para convencer, não a população, mas os demais deputados e senadores. Um partido que quer controlar os meios de comunicação e gasta tanto em propaganda, ou melhor, publicidade; um partido que quer ter controle das informações que chega à população, que não confia no bom senso das pessoas e que acha que o povo precisa de tutela, apenas acreditando que há más intenções em todos aqueles que lhe opõem, ou que discordam, ou que simplesmente pensam diferente. Enfim, PT para mim significa um partido de tolos, bandidos em potencial, que se aproveitam da democracia para tentar impor sua ditadura totalitária. Se há algo que fede como merda, mas que não tem nome feio suficiente para designar, é a ética desse partido totalitário que quer viver à custa do trabalho do povo; eis mais um bom motivo para não trabalhar, pelo menos o governo não extrai de mim seu sustento, pois que o Estado é sócio de todos, do trabalho e do capital, sempre arrancando uma parte do nosso esforço, para o seu esforço de continuar vivendo do nosso.

Nomes inapropriados para coisas impróprias

Todas as comissões do Congresso Brasileiro recebem nomes equivocados para o que fazem ou pretendem fazer. E não poderia ser diferente, com deputados e senadores sabidos, antes que sábios, astutos antes que prudentes, defensores de interesses miúdos ou mesquinhos e sem entenderem o que é bem comum, as coisas, as instituições, as leis, assim como os nomes, servem tão somente para esconder intenções pouco honestas. A comissão de ética deveria mais apropriadamente ser denominada de comissão de falta de ética, pois pouco se preocupa com a ética dos deputados e senadores, apenas com aqueles que faltam com ela e são pego na falta, uma vez que um deputado ou senador pode não faltar com a ética (ou melhor, não se ter descoberto a sua desonestidade), mas nem por isso sejam éticos: ainda que não roube, mate ou minta, pode nada fazer para beneficiar o país ou pior ainda, fazer leis para se beneficiar, ou não acabar com leis que o privilegiam em detrimento dos demais. A comissão dos direitos humanos deveria ser chamada de comissão do satanismo após a eleição do seu ilustre presidente. E a comissão de constituição e justiça deveria ser nomeada de comissão de injustiça e de destruição da constituição, que ainda que não seja grande coisa, me parece melhor que nada. Nessa comissão de justiça abrigam-se sorrateiramente deputados bandidos, quadrilheiros condenados no mais alto tribunal da nação, que querem acabar com o poder judiciário, submetê-lo à tirania do Congresso Nacional, e impedir que o tribunal continue condenando os bandidos que se abrigam no seu interior, ou impedir que esses bandidos continuem a manipular leis para satisfazer seus interesses, ou fazer leis contra a constituição. Entre outros motivos pelo qual não saio desse país, é que sinto muita vergonha, na medida em que, como afirmam, o Congresso representa o país, esse país é uma vergonha, e não quero ser confundido com bandido e quadrilheiro.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Explode merda para todo lado

Que horror o terror matando aleatoriamente pessoas. Não inocentes, porque inocente ninguém é, e todos têm alguma parcela de culpa pelas calamidades humanas, mas indivíduos de qualquer idade, qualquer sexo, qualquer cor, qualquer classe, qualquer um. O ódio aos demais e o amor à causa são ingredientes suficientes para deixar uma pessoa alucinada, ou pior, aloprada, pronta para fazer coisas pequenas para parecer grande. Posso aceitar as pessoas morrendo por causas, mesmo que tolas, mas não posso, não digo aceitar, nem mesmo entender pessoas matando, seja porque motivo for. Da violência emerge apenas mais violência; não apenas nada se constrói, tão somente se destrói, principalmente as parcas esperanças na humanidade. Que queiram acabar com o tirano ou com a tirania, por mais louvável que se possa considerar essa luta, não se pode tiranizar a todos para tanto, gerando apenas medo e desconfiança que reina tiranicamente nos sentimentos contemporâneos. Esse terror estúpido que virou moda e está se tornando banal, explodindo gente para todo lado, gerando medo em toda parte, não pode ser vencido com mais controles das pessoas, nem com penas mais duras ou mesmo apenas com a “inteligência” dos serviços secretos; o que vence a violência não é a contraviolência, mas a coragem das pessoas, a não submissão a violência, o espírito de amizade, o não estigmatizar etnias e crenças, a aceitação de todos numa comunidade internacional, onde só os violentos serão estigmatizados. Controles e vigilâncias só controlam as pessoas comuns que são de pouca ou mesmo nenhuma ameaça aos demais. E o que diferencia uma pessoa comum de uma pessoa com mente assassina, o que nenhum instrumento de vigilância capta? Pessoas comuns jamais imaginariam que uma panela de pressão pudesse se tornar uma bomba antes do ocorrido em Boston. Em pessoas comuns, nada se transforma em arma, em pessoas com mente assassinas tudo pode ser utilizado para matar, até o cadarço do sapato.
Algo muito sério está acontecendo nos valores dos homens, onde a vida vale cada vez menos, onde se mata cada vez mais com menos esforço, menos pruridos e sem dignidade. A civilização está gerando uma barbárie, na qual as pessoas se sentem libertas das amarras da civilidade, dos laços fraternais e prontas a matar por qualquer porcaria, um par de tênis de grife, uma religião, um ódio qualquer, uma indiferença profunda com a existência alheia. Um sentimento de incapacidade de mudar seja lá o que for, libera muitos a buscar o justo, o seu quinhão, a verdade, a divindade pelos meios que acha certo e a fazer a justiça com as próprias mãos. Que a pessoa que explode crianças e pessoas que apenas estavam no local da explosão, seja uma ameaça a todos é inegável, muito diferente é achar que disso decorre que a mesma possa ser punida, ainda que se aplique a pena de morte, ou a prisão perpétua, ou outra pena qualquer. Isso com certeza satisfará o sentimento de vingança que a maioria considera legítimo diante das injúrias praticada, mas justiça alguma será feita, mesmo porque não há justiça possível nas ações que são eminentemente irreversíveis, ou seja, tudo que envolve a morte. Para mim, tais pessoas deveriam ou ser perdoadas se mostrassem arrependimento, ou serem expulsas da comunidade humana, deixarem soltas sem que ninguém lhes dirigisse a palavra ou atenção, visto não serem dignas de confiança. Jamais sujaria as mãos para tocar tais pessoas e poderia até dar comida para não morrerem de fome, mas não palavras ou atenção.
Enfim, o terror está vencendo, a desconfiança generalizada está se disseminando por toda parte, cada vez mais somos mais vigiados, revistados, despidos de nossas coisas, porque suspeitam que possa se transformar em arma. Todo desconhecido se torna um perigo em potencial, mais do que alguém com quem criar laços de amizade. Será que esta pessoa que está na minha frente, ou ao lado, não é alguém pronta a cometer alguma selvageria? Será que aquele vizinho meio esquisito não é um terrorista disfarçado? Nada prova mais a vitória do terrorismo do que o medo disseminado, paranoico, que impera cada vez mais no coração dos homens amedrontados, a tal ponto que seremos em breve obrigados a entrar em aviões, ônibus, metrô, estádio, shows, casas noturnas nus, não para apreciarmos a nudez ou a beldade humana, mas para nos certificarmos que a pessoa não porta maldades. O fato é que tem vendedor de panela de pressão agora que está desconfiando de qualquer um que compre uma panela; se comprar duas, com certeza é terrorista.

Democracia à brasileira: um prato indigesto

Poucas coisas desagradam tanto o meu paladar como o tirânico horário eleitoral gratuito. Entre outras coisas, dá gases e é uma ofensa à inteligência, onde se faz publicidade de realizações torpes, mas que jamais propaga qualquer ideia razoável de política: há apenas a grande maioria dos políticos querendo se qualificar, desqualificando seus adversários, sendo um universo tão pouco confiável, que, é claro, poucos respeitam os desqualificadores ou os desqualificados. Uma tirania que nos obriga a escutar ou assistir ideias tolas, para não dizer estúpidas, propaganda enganosa e mentiras deslavadas, como se o direito de algum idiota querer dizer suas idiotices, torne obrigatório todos termos que escutá-lo. Além disso, há a tirania do voto, aquela bobagem que somos obrigados a fazer a cada dois anos, onde se gasta muito dinheiro em coisas que acabam no lixo. Nada mais antidemocrático que ser obrigado a votar, a não poder manifestar sua opinião política e seu desagrado de não querer participar dessa imundice que os políticos fazem. Afora ainda o fato que o voto é eminentemente aristocrático e não democrático, como se ilude a grande maioria, na medida em que se escolhem os melhores, aqueles que acreditam que tem mais idoneidade de que os demais, e o princípio democrático é o sorteio entre todos os cidadãos iguais, igualmente aptos para governar ou ser governado, e ninguém é melhor ou superior a ninguém para exercer qualquer função política. A escolha de pessoas pelo voto foi uma criação aristocrática que pressupõe uma desigualdade inerente entre as pessoas, havendo pessoas melhores e piores, o que é uma percepção antidemocrática. Democracia tem sido sempre algum tipo de tirania da maioria sobre a minoria, havendo inclusive um excesso de preconceitos democráticos disseminados na cultura brasileira, que acredita que tudo pode ser resolvido pelo voto. A verdade, por exemplo, não é algo que se delibere por votação, mas produto de uma investigação. O certo também não. A única coisa que se estabelece por voto são os interesses majoritários. Interesses não são certos ou justos, é apenas manifestação de vontades particulares ou grupais. As leis são tão somente a manifestação da vontade geral, que nem sempre acerta, nem sempre é justa, e por vezes, nem é clara ou honesta, e podem ser estabelecidas por votação, quando se tem pressa em estabelecer uma norma jurídica, mais do que procurar entender o problema; muitas vezes o problema está em querer estabelecer normas para todos ou regulamentar a vida das pessoas dentro de um padrão comum num universo de pessoas distintas.
O que é realmente democrático, aceitar as diferenças de pensar, sentir, dizer e agir, respeitar as escolhas pessoais antes que delimitá-las ou nivelá-las, dar espaço para as minorias se manifestarem e existir, antes de submetê-las às vontades majoritárias, aqui no Brasil nem ao menos é entendido, ainda mais aceito. Aqui a maioria decidiu a minoria tem que submeter. Qualquer tentativa de descriminalização de práticas minoritárias, que deveriam estar sob a alçada da consciência individual (e nunca sob arbítrio da maioria), como jogo, drogas, aborto, eutanásia é sumariamente proibido pela maioria, que se acha no direito de determinar o que é certo e errado para todos, e nada mais tirânico e antidemocrático do que isso. Enfim, a única coisa que restou de democrático nessa fétida democracia brasileira, que ainda não foi eliminada totalmente, é o precário direito de expressão, ainda que não forneçam meios para se expressar, sejam os meios mediáticos, sejam os recursos retóricos, findando, como ocorre com a maior parte dos direitos, sendo uma liberdade de direito, mas não de fato. É claro que qualquer um pode ir à internet e gritar para o mundo, mas como está todo mundo gritando, só poucos escutam os gritos, além do fato que virou uma banalidade protestar ou falar mal de tudo e de todos. Eis porque, daqueles que escutam, poucos levam a sério o que ouvem. Restaria ainda a possibilidade de mudar de país, o que não faço por preguiça e comodidade, pois ainda que a democracia brasileira seja tirânica e tola, como as leis não são sérias, há tanta brecha na legislação, que qualquer um faz (ou não faz, como prefiro) o que quiser. Naturalmente, isso resulta numa sociedade violenta e cara, mas como a violência pouco me atinge porque pouco tenho, e a maior parte do encarecimento social tão pouco chega perto de mim porque pouco quero, vivo tiranizado pelo horário eleitoral gratuito e pela obrigatoriedade de votar, mas no mais, como os governantes nem me notam (assim como a maior parte de nós), muito menos o Estado, risco nenhum corro. A rigor nem votar, voto, pois não preciso comprovar nada para ninguém, já que nem quero mamar nas tetas do Estado (ser funcionário público, pegar empréstimos estatais, bolsas, prestar serviços ao Estado etc.), muito menos pretendo sair do país, nem pretendo fazer empréstimos, e sei lá mais o quê se exige comprovação de quitação com a (in)justiça eleitoral, aliás, nem sabem que não tenho título de eleitor. Verdade que tiranias podem matar não apenas perseguindo as pessoas, mas sendo indiferentes aos tiranizados, porém, no meu caso, a indiferença estatal e governamental para com todos é útil e benéfica, essencial para a minha sobrevivência. O fato é que ainda que o Estado e a sociedade brasileira queiram tomar conta de tudo, pouco tomam conta de qualquer coisa, e se não prestam atenção em suas imensas cagadas, como notarão algumas pequenas bostas feitas pelos pacatos cidadãos?