Aqui se evacuam idéias e comentários sobre a porcaria humana
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Bom, mau, ou nem um nem outro.....
Já me perguntaram se sou uma pessoa boa ou má,
ao que respondo que eventualmente sou bom quando possível e mau quando
necessário. Mas, geralmente não sou nada disso, pois a maior parte das coisas
que faço, se não é a favor do próximo, também não é contra. Enfim, entre a
bondade e a maldade há uma variedade tão grande de matizes que seria tolo ou
ingênuo querer se prender nesse par de opostos para se definir, opostos que
quer mais moralizar as pessoas que compreendê-las. Sei apenas que ninguém
consegue ser bom ou mau todo o tempo e em todas as circunstâncias que a vida
cria, pois a razão ainda que possa determinar parte das ações, pouco pode sobre
a vontade e os sentimentos, que são suscetíveis às inclinações e ao momento
sempre movediço.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Salvem-se a si mesmos!
Tem gente querendo salvar o mundo ou a
humanidade, só não sei do que, para que, de quem e outras coisas mais. Se algo
precisa ser salvo, é porque está em perigo, mas, tirando a canalhice, que risco
o mundo ou a humanidade correm? Naturalmente, que poderemos morrer afogados em
lixo, em restos, em supérfluos, mas como haveremos de morrer, que diferença
faz, desde que não haja sofrimento. O suposto aquecimento global não passa de
fatalismo barato, que só aquece a discussão sem nada sugerir de significativo,
senão a contenção de gases, quase nos obrigando a parar de peidar. Nada tão
tolo e presunçoso como nos acharmos capaz de destruir a merda do mundo com
nossas merdas; nossos merdas só podem adubar a nós mesmos, ou de nada servirão,
o que é mais usual, ainda que possam destruir algumas coisas, que afinal serão destruídas
como tudo, para que novas coisas se façam. Morre-se para abrir caminho para as
novas vidas tão sedenta quanto nós por tudo e por todos. Não, não tente salvar
os demais de ilusórias opressões, ou salvar o mundo da ganância, ou salvar a
vida dos pobres e comprimidos cidadãos dessa existência tola, não é a luta
contra as coisas que promovem o justo, mas antes a afirmação de si que não
permite a injustiça dos demais contra si. Tenho para mim, que o melhor que se
faz é pouco ou nada fazer, de preferência ignorar quase tudo e quase todos, só
se atendo nas pequenas coisas que se precisa para viver: boas pessoas para
conviver, a realização de pequenas coisas prazerosas, a aquisição de um sentido
para si e a independência de pensar e agir. A humanidade continuará a cometer suas
catástrofes ecológicas, seus crimes humanitários, sua exploração extrapolada
dos recursos humanos e naturais, sua busca incessante de coisas fúteis, como
sempre fez, e isso não é algo necessariamente ruim para os homens e para o
mundo, pois que se pode escolher, e se escolhe viver na imundice e de forma
imunda, com sentimentos e pensamentos miúdos, gostos duvidosos, desejos
extravagantes e medíocres, assim como de ações mesquinhas. Não adianta lutar
contra essas coisas, esse processo civilizatório que torna a todos consumidores
contumazes e contribuintes alienados e apáticos, lute para não se render a essa
tendência, abandone emprego e status, livre-se dos bens e dos haveres, e cumpra
apenas com o dever elementar de qualquer pessoa, sua sobrevivência digna, ainda
que pobre. Não tente acabar com as guerras, com a fome, com a exploração, com
as tiranias, pois fará apenas guerra, explorará ou será explorado, ou tentará
impor a sua tirania (seu certo, sua justiça, sua verdade) particular aos
demais; contente-se, quando muito, como os sábios, de não se deixar tiranizar e
terá feito o que se espera de qualquer pessoa livre, não se submeter seja às
pessoas, seja aos ideais, seja aos sempre falsos líderes. Se há algo para ser
salvo, é cada um salvar a si próprio, cada um cuidar de si, não se submeter aos
demais, nem submeter ninguém. O que estraga o mundo e a todos nunca está longe
de nós, basta olhar no espelho e perceber o canalha que se é, e, assim, talvez,
deixar de sê-lo. É só cada um deixar de fazer sua parte da maldade do mundo que
o mesmo se tornará menos ruim. Mas, salvar seja o que for, os homens, ou o
mundo, é de todo inútil, pois que tudo está de antemão condenado à morte certa.
Enquanto não morre, que pelo menos não mate muito para viver, pois que matará
muito para viver, legumes, frutas, animais.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Uma filosofia e um filosofar
Não sei por que, mas alguns me chamam de
filósofo, talvez, por me ouvirem dizer que sou um epígono de Diógenes, o cínico.
Talvez, porque defenda o ócio com muita convicção e sem pretensões de obter
algum ganho que não seja o saudável nada fazer. Talvez, porque nada cobre para
expor minhas ideias, que, verdade, poucos estão dispostos a ouvir. Há ainda
aqueles que por perceberem que não tenho profissão, nem renda, e por vezes
escrevo algumas coisas, que me aproximo daquilo que acreditam ser um filósofo,
alguém que perde seu tempo com o nada, tão rico de tudo que é porcaria que se
inventa. Enfim, minha vida parece criar algum estranhamento, alguém que está
sempre estudando, mas não se forma em nada, alguém que está sempre lendo e que
conhece infinitas coisas, e, no entanto, não se dedica a aplicação ou ganho
remunerado com nenhum dos seus conhecimentos. Bom, não sei se faço jus ao
título que me dão, visto que os filósofos têm certo ar de condutor de homens, o
que não é o meu caso, que posso quando muito me esforçar por não ser conduzido
pelos demais, pelas tiranias sociais a exigir comportamentos adequados para
toda situação. O fato é que se tenho um filosofar, o mesmo se caracteriza por
tentar conduzir minha vida de forma digna, sem me ajoelhar ou me vender aos
costumes. Minha filosofia me impõe leis mais obrigatórias que as leis civis,
obrigando-me à honestidade; ela amplia meu entendimento e minhas obrigações
sobre mim e sobre o mundo. Enfim, se há em mim um filósofo, o mesmo se
manifesta toda vez que entro em conversação com os demais, quando interrogo ou
sou interrogado sobre a vida, ou, o que é mais comum, sobre as merdas da vida,
visto que essas permanecem mais tempo atormentando as pessoas atormentadas. Alguns
acham que tenho uma filosofia triste, o que longe está da verdade; o que
entristece é saber a verdade, o que é uma característica da defesa intransigente
da veracidade. Por fim, há o fato de falar muito da morte, do suicídio, da
eutanásia, do aborto, dessas coisas irreversíveis, desses atos legítimos do
desespero humano, fruto da sua liberdade de escolha, nem condenando, nem
enaltecendo, apenas salientando a infinita possibilidade humana de plasmar
coisas que mexem com os valores de todos. Por tudo isso, sou tido por filósofo,
alguém que defende ideias e vive segundo elas, que se contenta com boas
discussões, que se delicia com novas descobertas, que procura a sabedoria em
toda atividade, mesmo naquelas mais inocentes. Dizem até que tenho uma
metafísica, que é do adubo que se irradia a vida e que é no intestino que se
plasma nossas ideias. Que tenho uma epistemologia, que se aprende mais com os
erros do que com os acertos. Que tenho uma ética, que o certo é uma questão que
se estabelece no momento e na circunstância. Que tenho uma lógica, por pior que
esteja, ainda pode piorar, ou morrer. Que tenho uma estética, que o belo é
quase sempre fútil. Portanto, o título me cabe até certo ponto, visto que
sempre mamei muito nos filósofos, e que, como muitos deles, busco um caminho
próprio. Porém, o título fácil de ser obtido, é também facilmente perdido, pois
o título definitivo é sempre dado pela posteridade, que carregará sua
influência para o presente, ou não. Estejam certo, se tenho uma filosofia e
conseguir ensinar alguma coisa, será fundamentalmente para que se aprenda a
aprender, pois o pior não é a ignorância, mas o asco em querer aprender e a
satisfação com uma ilustração elementar que não ultrapassa a superfície das
coisas e antigos preconceitos; uma filosofia militante da sabedoria que ensina
a pensar com o próprio intestino, que defende que a felicidade não está no
trabalho, nem na riqueza, nem no prazer, mas em se obter bons amigos e poucas
obrigações. E perguntarão: e daí? Que importância tem um filósofo hoje, ou
melhor, o que se ganha sendo um filósofo hoje ou em qualquer época? Rigorosamente
nada, pois não é uma questão de ganhos, mas de abertura de caminhos, e a
importância da filosofia não está tanto nos resultados práticos, mas na
formação de mentalidades, na promoção da formação humana. Se há uma coisa que
aprecio na filosofia, é que ela é uma arte liberal, e não serviçal; não está
aqui para servir, mas para libertar dos serviços e pensar na vida, princípio
que adoto sempre, fazendo o mínimo possível para sobreviver e dedicando a maior
parte a contemplação da vida mundana que levamos. Assim, sendo um filósofo, vou
a praça expor minhas ideias e debater as ideias dos outros, sem me preocupar
com outra coisa que não seja a verdade, que se espera surja do debate e da
discussão, pois a verdade nunca é algo que existe de antemão, mas surge quase
sempre após o inquérito racional dos homens.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Da ausência de leitores
É de se
perguntar por que não tenho leitores. Sem dúvida, minha insignificância é razão
mais do que suficiente para justificar essa ocorrência. Todavia, há o fato do
que digo ser indigesto para paladares delicados. Também ocorre que a verdade,
assim como a honestidade não serem apreciadas, muito menos é popular, a não ser
quando as mesmas tratam de coisas amenas, que não é o meu caso, que trato das
coisas pequenas, mas com odores fortes. Acrescente-se ainda um estilo rústico,
quase selvagem, que não busca palavras bonitas para falar de coisas feias, nem
disfarça a pornografia explícita das emoções humanas. Por fim, alguns leitores
tímidos, em particular, reclamam de minha temática, do meu “pessimismo” ou da
minha amoralidade. Mas, a temática advém do mundo do qual sou apenas um
intérprete; meu suposto pessimismo é tão somente um realismo cru e sem
cozimento poético; minha amoralidade é apenas um traço sutil de certa sabedoria
aprendida nos livros, que o certo é algo que se constrói e se destrói nas ações
humanas, não existindo de antemão ou para sempre. Se não ter leitores não é com
certeza algum tipo de mérito, não tê-los também não significa algum tipo de demérito,
ou mesmo algo depreciativo. Há escritores que morrem sem terem sido lidos em
vida, não por falta de méritos literários ou de conteúdo, mas por falta de
mérito nos leitores de sua época e do seu local. Outros guardaram seus escritos
longe do público enquanto vivos, para só depois de mortos permitirem sua
publicação. No meu caso, como nem pretendo os méritos de escritor, nem
considero que os leitores atuais carecem de méritos (verdade que não são os
méritos desejados), nem tenho medo do público sobre o julgamento das minhas
ideias, muito menos medo de publicá-las, só posso contar com o esforço próprio para
expor minhas impressões a respeito da imundice humana, visto que meus amigos
não as publicam nem em vida, por que publicariam depois de morto? Sei que o
assunto desagrada, mas desagrada menos que a ocorrência do fato descrito, que a
ocorrência das merdas diárias. Já me classificaram como um defensor de algum
tipo de estética do feio ou do grotesco. Entretanto, nem defendo alguma
estética, seja feia, seja bela, muito menos o grotesco; no mais das vezes nada
defendo, apenas ataco. Como não há nem bem, nem belo, nem justo na descrição
que faço das coisas humanas atribuem essa negatividade a mim, como se o
problema existisse na exposição e não no fenômeno exposto.
Se não há leitores ou são eles mínimos, para que os escritos, me perguntam até mesmo quem não me lê, mas sabe que escrevo. Bom, é um exercício mental, o que faz me sentir diferente de uma ervilha. Por outro lado, gosto de registrar minhas impressões sobre as ocorrências, e dessa forma não gasto papel para armazená-las. Por fim, há um procedimento democrático e republicano de participar das discussões que envolvem o destino de todos ou para evitar ter que participar do destino de todos, que respeita inclusive o direito dos demais de não quererem ouvir minhas posições ou lutas, e ainda sim livremente expô-las na praça: basta entrar ou não entrar nesse Blog. Afinal, participar da comunidade humana precisa do exercício da conversação, ouvir e falar, expor-se ao julgamento público assim como julgá-lo. E ainda que não seja ouvido, é um dever dizer o que penso e o que acho da barbárie que estou envolvido, no intuito de alertar a todos das armadilhas diárias da convivência, mesmo sabendo que pouco posso fazer e poucos vão ouvir. Não faço apenas as coisas que podem dar certo, mas faço tudo que considero certo, ainda que o resultado seja duvidoso ou nenhum.
Se não há leitores ou são eles mínimos, para que os escritos, me perguntam até mesmo quem não me lê, mas sabe que escrevo. Bom, é um exercício mental, o que faz me sentir diferente de uma ervilha. Por outro lado, gosto de registrar minhas impressões sobre as ocorrências, e dessa forma não gasto papel para armazená-las. Por fim, há um procedimento democrático e republicano de participar das discussões que envolvem o destino de todos ou para evitar ter que participar do destino de todos, que respeita inclusive o direito dos demais de não quererem ouvir minhas posições ou lutas, e ainda sim livremente expô-las na praça: basta entrar ou não entrar nesse Blog. Afinal, participar da comunidade humana precisa do exercício da conversação, ouvir e falar, expor-se ao julgamento público assim como julgá-lo. E ainda que não seja ouvido, é um dever dizer o que penso e o que acho da barbárie que estou envolvido, no intuito de alertar a todos das armadilhas diárias da convivência, mesmo sabendo que pouco posso fazer e poucos vão ouvir. Não faço apenas as coisas que podem dar certo, mas faço tudo que considero certo, ainda que o resultado seja duvidoso ou nenhum.
Dos exemplos a não serem seguidos
Pouco se aprende com os bons exemplos, pois que é
difícil de serem seguidos, senão pelos bons que são poucos; devemos nos valer
dos maus, cuja lição é mais acessível, mais presente, mais próximo. Todo dia,
todo momento, toda ocasião, toda conduta dos outros adverte, aconselha, mostra
o que evitar, o vergonhoso, o errado. Aquilo que aborrece ou indigna
impressiona e desperta mais a sensibilidade do que aquilo que agrada. A humanidade
se corrige ao avesso, mais por desacordo do que por acordo, mais por
divergência do que por semelhança, mais aprende o que evitar, do que aquilo que
seria mais apropriado fazer. Assim, antes que buscar lições nos bons, que são
raros de serem avistados e de difícil realização por pessoas comum imitar, é
preciso perceber o que ser evitado para não ser odiado ou desprezado. O lado
bom do lado mal é que se percebe aquilo que nos desagrada e desagrada a todos,
o que, se não impede de se realizar maldades, porém ao menos se pode tentar
entender a faceta maldosa. Confesso que o que vi e sofri na minha educação é tudo
coisa a ser evitada, nunca seguida; aprendi mais a repudiar o errado do que a
amar o certo, que em boa parte das vezes parece incerto ou duvidoso. Cresci aprendendo
a apreciar mais a ser conveniente do que honesto, ser cordial do que justo, ser
útil do que ser bom. E se hoje nem sou cordial, nem conveniente, nem útil, e
minha honestidade, bondade e justiça possam ser coladas sob suspeita, o fato é
que a grande lição que tiro da história humana é que nada se aprende de certo,
mas com certeza se percebe exatamente o que não se deve fazer. Nem os antigos,
nem os mais velhos podem ensinar o certo apropriado para o momento, que deve
buscar seu próprio caminho, procurando apenas não cometer os mesmos equívocos
do passado; acertos, se houveram, já não servem para o momento atual. Não se
deve buscar tanto um comportamento bom, mas antes evitar ser mal, pois há
apenas uma forma de acertar (e é difícil saber qual seja), mas infinitas de
errar.
Continuando no assunto imundo: os partidos políticos brasileiros
É difícil
para qualquer pessoa razoável dizer qual é o pior partido político no Brasil,
porque ainda que um seja uma merda, outro uma bosta, outro um excremento, outro
uma fezes, outro ainda um coco, ou seja, todos fedem, o fato é que cada um, a
sua forma, realiza algum tipo de mal; são de pequenas bostas que se chega à
grande cagada da política nacional, qual seja, a ausência de ética, que ocorre por
toda sociedade civil, mas que é mais visível na política, porque é de forma
escancarada. Se não se pode afirmar qual seja o pior, apenas que todos são
ruins, pode-se afirmar que o mais perigoso é o PT, o mais totalitário, mais do
que o PC do B, PSOL, PSTU, igualmente totalitários, porém incompetentes. O mais
fisiologista, que sempre está no poder desde o fim da ditadura, seja
diretamente, seja indiretamente através de alianças, é o PMDB, que após o
governo Sarney (pemedebista), entra e sai PSDB, entra PT, está lá sorridente
nas fotos oficiais, espalhado pelos ministérios, impondo sua política de que é
dando que se recebe, que não existe argumentos apenas barganha, assim como sua
ideologia e moralidade, que tudo nessa vida tem sempre 10%. O PSDB é “diet”, “light”
e sem “insight”, tenta parecer inteligente o que só é possível num Congresso
repleto de ignorantes, e, no entanto, como os demais, diante do poder, mama à
vontade e dá a teta do Estado para os próximos mamarem também. Os demais
partidos são coadjuvantes da tragédia nacional; nenhum possui ideologia, apenas
interesses. Todos tomam ou posições interesseiras que servem aos interesses
políticos e econômicos daqueles que supostamente representam, ou posições
erradas, mesmo quando pensam agir imbuídos de boas intenções, o que a rigor não
existe entre deputados e senadores: o mais longe que conseguem pensar é nas
próximas eleições. Fazendo uma hierarquia perversa de acordo com o mérito
negativo dos nossos políticos, diria que o mais perverso é o PMDB, o mais
perigoso é o PT, aqueles que dão mais asco são os pequenos partidos, porque ou
são de ideologias esdrúxulas, ou a maioria são siglas sem significado algum e
muitas se alugando para os demais. O PSDB é o mais irresoluto, o mais sabonete.
O DEM é algo em extinção e que poucos sentirão a falta. O PDT deveria ter sido
enterrado junto com o seu fundador.
O fato é que se há algo pouco confiável são os partidos políticos, partidos sem perspectivas ou projetos políticos, apenas planos e estratégias de obtensão do poder; todos com uma retórica que fala tudo que o eleitor quer ouvir sem dizer como fará, que consulta os institutos de pesquisas antes de tomarem posições. Partidos que apenas propagandeiam promessas falsas, querendo parecer honestos ao denunciarem as desonestidades alheias, querendo parecer justos e participando na confecção de leis que dá mais regalias aos políticos e mais deveres e impostos ao cidadão. Partidos que depois de eleitos nada fazem senão jogarem fora as promessas e alardeando a culpa na legislatura anterior, no antigo, que herdaram dívidas e confusão, que não têm como arrumar (sic!) tudo num mandato, e lá estão eles em campanha, cobiçando mais um mandato, onde continuarão reclamando de coisas que estão em suas mãos mudar, mas que a rigor ninguém quer mexer. Nenhum partido existente vale qualquer coisa, são trampolins para ambiciosos obterem o Estado e governá-lo com seus cúmplices. Nenhum deles tem posições claras sobre a liberdade dos homens, sobre a democracia ou a república, e se posicionam segundo acreditam que a opinião pública deseja, oscilando como ela; estão repletos de palavras de ordem genéricas, suficientemente amplas para parecer nobres, porém sem efetividade alguma na realidade diária de todos nós. Esses partidos políticos medíocres criam leis draconianas para impedir que novas forças políticas surjam, ou mesmo novos partidos: não querem dividir o botim que realizam no Estado repartindo-o entre mais partidos políticos. Eis o motivo porque sou obrigado a anular meu voto em todas as eleições, visto que não tenho direito de me abster: não quero dar poder, emprego, mordomia para parasitas que só querem aumentar o seu poder, dar emprego para a parentada, viajar pelo mundo à custa do Estado. Naturalmente, essa mediocridade política só existe porque os brasileiros são súditos muito antes de serem cidadãos, com uma formação não apenas incompleta, mas precária e medíocre, que não consegue nem ao menos entender o que é altruísmo, quanto mais praticá-lo, possuindo apenas uma visão parcial, limitada e medrosa, se colocando sempre como vítima de forças da realidade que magicamente acredita tudo dominar, sem se perceberem como agentes da construção do real, e não apenas passivos em relação ao poder, do qual se entendem como vítimas incapazes de mudar, afinal, mudar para onde, mudar por que? Um vergonhoso sentimento de inferioridade aninhou-se e impera no solo brasileiro, do qual quem mais tira proveito são os políticos, ainda que não sejam os únicos responsáveis, visto que eles próprios sofreram a mesma educação medíocre que eles são incapazes de mudar.
Será que não poderia, algum dia, ocorrer de existir pessoas ou partidos razoavelmente descentes, portadores de ideais e propostas políticas, antes que apresentar desqualificadores sobre seus adversários, ou promessas por práticas administrativas honestas e eficientes? Que o desejo seja legítimo, a esperança deve ser pequena, visto que poucos se dispõem a participar da política nos dias atuais, mesmo porque, ainda que a política possa trazer poder e força, raramente traz respeito, o que se não acaba com a força, aniquila com certeza com o poder. Todavia, como somos humanos, seres que podem plasmar novidades, tudo é possível, ainda que nada seja certo em política. Até o momento, nada avisto de descente na política brasileira, uma triste repetição do mesmo, apenas com novas siglas, nem vejo nos pretendes conhecidos aos postos políticos alguma qualidade meritória, apenas a ambição e a petulância de saber o que é certo para os demais, possuindo em sua maioria a profundidade política tão rasa como a grama que apresenta para o rebanho pastar; verdade que não se morrerá de fome, mas se deixará de comer muitas outras guloseimas. Nem plantam as árvores que demoram anos para darem frutos, mas que são os alimentos fundamentais para desenvolver não apenas o corpo, mas o espírito. De qualquer modo, o que se vê é que as plataformas políticas dos partidos tendem a ser tão genéricas e uniformes para não desagradar ninguém, que findam todos nivelados por um conjunto de palavras de ordem das quais poucos discordam, porém sem lhe especificar em nenhum momento o que se entende por tais armadilhas semânticas cheias de significados dúbios e ambíguos. Ora, todos os partidos políticos defendem uma educação de qualidade, é de se perguntar, então, por que não temos nem ao menos uma educação decente, visto que aparentemente ninguém é contra? É que nada sabem do que é educar, muito menos saberão o que é educação de qualidade; foram todos mal educados. Enfim, todos são favoráveis ao que o senso comum deseja, só que o povo sem saber como realizar tal empreitada, designa através dos votos aqueles que dizem que sabe como fazer, e quando lá estão de posse do poder, falta-lhe o conhecimento necessário, para essa ou para qualquer outra coisa que tenha prometido resolver. Na verdade, nossos políticos sabem pouco, tanto quanto qualquer um, mais sem a sabedoria comum, que não se mete no que não sabe, quando obtém o poder, se cercam de sabidos que sempre iludem os incautos e desconfiam dos sábios.
Posso eu, pode alguém, mudar a medíocre realidade partidária brasileira? Qualquer um pode, o problema, no entanto, é mais profundo, quem quer se sujar com a política? Ou ainda mais interessante, supondo que se queira fazer alguma coisa menos estúpida e um pouco mais digna, o que fazer? De minha parte, acredito que o novo na política surgirá de fora dos partidos políticos tradicionais existentes, ambicionando nem tanto um cargo eletivo, mas lutando por princípios e posições políticas, e terá como bandeira a questão ética, uma bandeira pela ética pessoal e coletiva, empenhando-se mais em estabelecer práticas humanas do que leis coercitivas para direcionar o comportamento das pessoas; mais procurando entender os problemas do que apresentar mudanças legislativas, que apenas corrigem coisas mal feitas, e que precisariam ser refeitas. Não são dos políticos profissionais ou dos pretendes a governantes que se deve esperar algo diferente, muito menos qualquer tipo de solução: os mesmos são parte importante dos problemas, mas apenas da sociedade civil, quando consciente de sua capacidade instituinte. Eis porque minha esperança é pouca e minha felicidade difícil.
P.S.: Ainda que os partidos políticos citados possam se sentir ofendidos, visto que a verdade muitas vezes ofende, os partidos não citados podem se sentir mais ofendidos ainda, na medida em que seriam considerados tão ruins a ponto de não merecem nem menção. A insignificância política dos mesmos não permite que se gaste espaços com eles, logo, não é uma questão pessoal, apenas o usual menosprezo que impede até mesmo denominá-los. Não me são indiferentes; se o fossem, nem menosprezo sentiria, apenas acho desnecessário falar das pequenas bostas quando há toda uma diarreia imunda ocorrendo na política nacional.
O fato é que se há algo pouco confiável são os partidos políticos, partidos sem perspectivas ou projetos políticos, apenas planos e estratégias de obtensão do poder; todos com uma retórica que fala tudo que o eleitor quer ouvir sem dizer como fará, que consulta os institutos de pesquisas antes de tomarem posições. Partidos que apenas propagandeiam promessas falsas, querendo parecer honestos ao denunciarem as desonestidades alheias, querendo parecer justos e participando na confecção de leis que dá mais regalias aos políticos e mais deveres e impostos ao cidadão. Partidos que depois de eleitos nada fazem senão jogarem fora as promessas e alardeando a culpa na legislatura anterior, no antigo, que herdaram dívidas e confusão, que não têm como arrumar (sic!) tudo num mandato, e lá estão eles em campanha, cobiçando mais um mandato, onde continuarão reclamando de coisas que estão em suas mãos mudar, mas que a rigor ninguém quer mexer. Nenhum partido existente vale qualquer coisa, são trampolins para ambiciosos obterem o Estado e governá-lo com seus cúmplices. Nenhum deles tem posições claras sobre a liberdade dos homens, sobre a democracia ou a república, e se posicionam segundo acreditam que a opinião pública deseja, oscilando como ela; estão repletos de palavras de ordem genéricas, suficientemente amplas para parecer nobres, porém sem efetividade alguma na realidade diária de todos nós. Esses partidos políticos medíocres criam leis draconianas para impedir que novas forças políticas surjam, ou mesmo novos partidos: não querem dividir o botim que realizam no Estado repartindo-o entre mais partidos políticos. Eis o motivo porque sou obrigado a anular meu voto em todas as eleições, visto que não tenho direito de me abster: não quero dar poder, emprego, mordomia para parasitas que só querem aumentar o seu poder, dar emprego para a parentada, viajar pelo mundo à custa do Estado. Naturalmente, essa mediocridade política só existe porque os brasileiros são súditos muito antes de serem cidadãos, com uma formação não apenas incompleta, mas precária e medíocre, que não consegue nem ao menos entender o que é altruísmo, quanto mais praticá-lo, possuindo apenas uma visão parcial, limitada e medrosa, se colocando sempre como vítima de forças da realidade que magicamente acredita tudo dominar, sem se perceberem como agentes da construção do real, e não apenas passivos em relação ao poder, do qual se entendem como vítimas incapazes de mudar, afinal, mudar para onde, mudar por que? Um vergonhoso sentimento de inferioridade aninhou-se e impera no solo brasileiro, do qual quem mais tira proveito são os políticos, ainda que não sejam os únicos responsáveis, visto que eles próprios sofreram a mesma educação medíocre que eles são incapazes de mudar.
Será que não poderia, algum dia, ocorrer de existir pessoas ou partidos razoavelmente descentes, portadores de ideais e propostas políticas, antes que apresentar desqualificadores sobre seus adversários, ou promessas por práticas administrativas honestas e eficientes? Que o desejo seja legítimo, a esperança deve ser pequena, visto que poucos se dispõem a participar da política nos dias atuais, mesmo porque, ainda que a política possa trazer poder e força, raramente traz respeito, o que se não acaba com a força, aniquila com certeza com o poder. Todavia, como somos humanos, seres que podem plasmar novidades, tudo é possível, ainda que nada seja certo em política. Até o momento, nada avisto de descente na política brasileira, uma triste repetição do mesmo, apenas com novas siglas, nem vejo nos pretendes conhecidos aos postos políticos alguma qualidade meritória, apenas a ambição e a petulância de saber o que é certo para os demais, possuindo em sua maioria a profundidade política tão rasa como a grama que apresenta para o rebanho pastar; verdade que não se morrerá de fome, mas se deixará de comer muitas outras guloseimas. Nem plantam as árvores que demoram anos para darem frutos, mas que são os alimentos fundamentais para desenvolver não apenas o corpo, mas o espírito. De qualquer modo, o que se vê é que as plataformas políticas dos partidos tendem a ser tão genéricas e uniformes para não desagradar ninguém, que findam todos nivelados por um conjunto de palavras de ordem das quais poucos discordam, porém sem lhe especificar em nenhum momento o que se entende por tais armadilhas semânticas cheias de significados dúbios e ambíguos. Ora, todos os partidos políticos defendem uma educação de qualidade, é de se perguntar, então, por que não temos nem ao menos uma educação decente, visto que aparentemente ninguém é contra? É que nada sabem do que é educar, muito menos saberão o que é educação de qualidade; foram todos mal educados. Enfim, todos são favoráveis ao que o senso comum deseja, só que o povo sem saber como realizar tal empreitada, designa através dos votos aqueles que dizem que sabe como fazer, e quando lá estão de posse do poder, falta-lhe o conhecimento necessário, para essa ou para qualquer outra coisa que tenha prometido resolver. Na verdade, nossos políticos sabem pouco, tanto quanto qualquer um, mais sem a sabedoria comum, que não se mete no que não sabe, quando obtém o poder, se cercam de sabidos que sempre iludem os incautos e desconfiam dos sábios.
Posso eu, pode alguém, mudar a medíocre realidade partidária brasileira? Qualquer um pode, o problema, no entanto, é mais profundo, quem quer se sujar com a política? Ou ainda mais interessante, supondo que se queira fazer alguma coisa menos estúpida e um pouco mais digna, o que fazer? De minha parte, acredito que o novo na política surgirá de fora dos partidos políticos tradicionais existentes, ambicionando nem tanto um cargo eletivo, mas lutando por princípios e posições políticas, e terá como bandeira a questão ética, uma bandeira pela ética pessoal e coletiva, empenhando-se mais em estabelecer práticas humanas do que leis coercitivas para direcionar o comportamento das pessoas; mais procurando entender os problemas do que apresentar mudanças legislativas, que apenas corrigem coisas mal feitas, e que precisariam ser refeitas. Não são dos políticos profissionais ou dos pretendes a governantes que se deve esperar algo diferente, muito menos qualquer tipo de solução: os mesmos são parte importante dos problemas, mas apenas da sociedade civil, quando consciente de sua capacidade instituinte. Eis porque minha esperança é pouca e minha felicidade difícil.
P.S.: Ainda que os partidos políticos citados possam se sentir ofendidos, visto que a verdade muitas vezes ofende, os partidos não citados podem se sentir mais ofendidos ainda, na medida em que seriam considerados tão ruins a ponto de não merecem nem menção. A insignificância política dos mesmos não permite que se gaste espaços com eles, logo, não é uma questão pessoal, apenas o usual menosprezo que impede até mesmo denominá-los. Não me são indiferentes; se o fossem, nem menosprezo sentiria, apenas acho desnecessário falar das pequenas bostas quando há toda uma diarreia imunda ocorrendo na política nacional.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
PT - um partido totalitário
O Partido dos
Trabalhadores, vulgarmente conhecido como PT, se algum dia foi dos
trabalhadores, hoje não é mais, é dos deputados, senadores, vereadores,
prefeitos, governadores e funcionários públicos, que, se sabe, nunca trabalham
(ou só trabalham para si próprios, o que é pior ainda); todos com fortes
relações empresariais, empresários prontos a financiar campanhas e ganhar obras. PT se
revelou agora um partido dos terroristas, ainda que se digam ex-terroristas,
que dominam suas entranhas e as esferas do poder, pessoas que no passado
mataram, roubaram, sequestraram, ou tentaram, ou assim quiseram ainda que pouco
fizessem, e que, contrariamente ao que afirmam, não lutavam pela democracia,
mas para implantarem uma ditadura do proletariado, um regime totalitário como
da Coreia do Norte. Não há prova maior do domínio dos terroristas no partido do
que a forma como procederam e procede com relação aos bandidos condenados pela
mais alta corte do país: acusam a justiça de injustiça, enfim, desprezam as
instituições democráticas, e tentam permanecer no cargo até o último segundo,
sugando tudo que podem do bem público, da república, da democracia. Esses
bandidos condenados junto com seus subjugados ainda impõe que o ônus dos seus
crimes seja pago pelos membros do partido, ou seja, são todos cúmplices! São companheiros
enquanto criminosos; não há um acordo de cavalheiros, mas de canalhas, a
fidelidade da cumplicidade dos bandidos. PT significa um partido totalitário
que tenta limitar o poder do ministério público, do judiciário e da imprensa,
sendo que suas lutas mais significativas é para que o Estado, aparelhado pelo
partido, tome conta (não no sentido de bem cuidar, mas de bem explorar) de tudo
e de todos, e que não tenha sua atuação fiscalizada, nem seus crimes quase
diários punidos: terrorista, como se sabe, sempre acredita que está acima do
bem e do mal, e que pode cometer uma ou várias canalhices em nome do “bem” que
supostamente almeja, ou seja, sua eternização no poder e a aniquilação dos
inimigos. O fato é que o PT é um partido perigoso, cujas lutas principais se
resumem em conseguir regalias para si próprio ou para os lugares onde acredita
estar encastelado, usando a barganha ao invés de argumentos para convencer, não
a população, mas os demais deputados e senadores. Um partido que quer controlar
os meios de comunicação e gasta tanto em propaganda, ou melhor, publicidade; um
partido que quer ter controle das informações que chega à população, que não
confia no bom senso das pessoas e que acha que o povo precisa de tutela, apenas
acreditando que há más intenções em todos aqueles que lhe opõem, ou que
discordam, ou que simplesmente pensam diferente. Enfim, PT para mim significa
um partido de tolos, bandidos em potencial, que se aproveitam da democracia
para tentar impor sua ditadura totalitária. Se há algo que fede como merda, mas
que não tem nome feio suficiente para designar, é a ética desse partido
totalitário que quer viver à custa do trabalho do povo; eis mais um bom motivo
para não trabalhar, pelo menos o governo não extrai de mim seu sustento, pois
que o Estado é sócio de todos, do trabalho e do capital, sempre arrancando uma
parte do nosso esforço, para o seu esforço de continuar vivendo do nosso.
Nomes inapropriados para coisas impróprias
Todas as comissões do Congresso Brasileiro
recebem nomes equivocados para o que fazem ou pretendem fazer. E não poderia
ser diferente, com deputados e senadores sabidos, antes que sábios, astutos
antes que prudentes, defensores de interesses miúdos ou mesquinhos e sem
entenderem o que é bem comum, as coisas, as instituições, as leis, assim como
os nomes, servem tão somente para esconder intenções pouco honestas. A comissão
de ética deveria mais apropriadamente ser denominada de comissão de falta de
ética, pois pouco se preocupa com a ética dos deputados e senadores, apenas com
aqueles que faltam com ela e são pego na falta, uma vez que um deputado ou
senador pode não faltar com a ética (ou melhor, não se ter descoberto a sua
desonestidade), mas nem por isso sejam éticos: ainda que não roube, mate ou
minta, pode nada fazer para beneficiar o país ou pior ainda, fazer leis para se
beneficiar, ou não acabar com leis que o privilegiam em detrimento dos demais. A
comissão dos direitos humanos deveria ser chamada de comissão do satanismo após
a eleição do seu ilustre presidente. E a comissão de constituição e justiça
deveria ser nomeada de comissão de injustiça e de destruição da constituição,
que ainda que não seja grande coisa, me parece melhor que nada. Nessa comissão
de justiça abrigam-se sorrateiramente deputados bandidos, quadrilheiros
condenados no mais alto tribunal da nação, que querem acabar com o poder
judiciário, submetê-lo à tirania do Congresso Nacional, e impedir que o
tribunal continue condenando os bandidos que se abrigam no seu interior, ou impedir
que esses bandidos continuem a manipular leis para satisfazer seus interesses,
ou fazer leis contra a constituição. Entre outros motivos pelo qual não saio
desse país, é que sinto muita vergonha, na medida em que, como afirmam, o
Congresso representa o país, esse país é uma vergonha, e não quero ser
confundido com bandido e quadrilheiro.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Explode merda para todo lado
Que horror o
terror matando aleatoriamente pessoas. Não inocentes, porque inocente ninguém
é, e todos têm alguma parcela de culpa pelas calamidades humanas, mas
indivíduos de qualquer idade, qualquer sexo, qualquer cor, qualquer classe, qualquer
um. O ódio aos demais e o amor à causa são ingredientes suficientes para deixar
uma pessoa alucinada, ou pior, aloprada, pronta para fazer coisas pequenas para
parecer grande. Posso aceitar as pessoas morrendo por causas, mesmo que tolas,
mas não posso, não digo aceitar, nem mesmo entender pessoas matando, seja
porque motivo for. Da violência emerge apenas mais violência; não apenas nada
se constrói, tão somente se destrói, principalmente as parcas esperanças na
humanidade. Que queiram acabar com o tirano ou com a tirania, por mais louvável
que se possa considerar essa luta, não se pode tiranizar a todos para tanto,
gerando apenas medo e desconfiança que reina tiranicamente nos sentimentos
contemporâneos. Esse terror estúpido que virou moda e está se tornando banal,
explodindo gente para todo lado, gerando medo em toda parte, não pode ser
vencido com mais controles das pessoas, nem com penas mais duras ou mesmo
apenas com a “inteligência” dos serviços secretos; o que vence a violência não
é a contraviolência, mas a coragem das pessoas, a não submissão a violência, o
espírito de amizade, o não estigmatizar etnias e crenças, a aceitação de todos
numa comunidade internacional, onde só os violentos serão estigmatizados. Controles
e vigilâncias só controlam as pessoas comuns que são de pouca ou mesmo nenhuma
ameaça aos demais. E o que diferencia uma pessoa comum de uma pessoa com mente
assassina, o que nenhum instrumento de vigilância capta? Pessoas comuns jamais imaginariam
que uma panela de pressão pudesse se tornar uma bomba antes do ocorrido em
Boston. Em pessoas comuns, nada se transforma em arma, em pessoas com mente
assassinas tudo pode ser utilizado para matar, até o cadarço do sapato.
Algo muito sério está acontecendo nos valores dos homens, onde a vida vale cada vez menos, onde se mata cada vez mais com menos esforço, menos pruridos e sem dignidade. A civilização está gerando uma barbárie, na qual as pessoas se sentem libertas das amarras da civilidade, dos laços fraternais e prontas a matar por qualquer porcaria, um par de tênis de grife, uma religião, um ódio qualquer, uma indiferença profunda com a existência alheia. Um sentimento de incapacidade de mudar seja lá o que for, libera muitos a buscar o justo, o seu quinhão, a verdade, a divindade pelos meios que acha certo e a fazer a justiça com as próprias mãos. Que a pessoa que explode crianças e pessoas que apenas estavam no local da explosão, seja uma ameaça a todos é inegável, muito diferente é achar que disso decorre que a mesma possa ser punida, ainda que se aplique a pena de morte, ou a prisão perpétua, ou outra pena qualquer. Isso com certeza satisfará o sentimento de vingança que a maioria considera legítimo diante das injúrias praticada, mas justiça alguma será feita, mesmo porque não há justiça possível nas ações que são eminentemente irreversíveis, ou seja, tudo que envolve a morte. Para mim, tais pessoas deveriam ou ser perdoadas se mostrassem arrependimento, ou serem expulsas da comunidade humana, deixarem soltas sem que ninguém lhes dirigisse a palavra ou atenção, visto não serem dignas de confiança. Jamais sujaria as mãos para tocar tais pessoas e poderia até dar comida para não morrerem de fome, mas não palavras ou atenção.
Enfim, o terror está vencendo, a desconfiança generalizada está se disseminando por toda parte, cada vez mais somos mais vigiados, revistados, despidos de nossas coisas, porque suspeitam que possa se transformar em arma. Todo desconhecido se torna um perigo em potencial, mais do que alguém com quem criar laços de amizade. Será que esta pessoa que está na minha frente, ou ao lado, não é alguém pronta a cometer alguma selvageria? Será que aquele vizinho meio esquisito não é um terrorista disfarçado? Nada prova mais a vitória do terrorismo do que o medo disseminado, paranoico, que impera cada vez mais no coração dos homens amedrontados, a tal ponto que seremos em breve obrigados a entrar em aviões, ônibus, metrô, estádio, shows, casas noturnas nus, não para apreciarmos a nudez ou a beldade humana, mas para nos certificarmos que a pessoa não porta maldades. O fato é que tem vendedor de panela de pressão agora que está desconfiando de qualquer um que compre uma panela; se comprar duas, com certeza é terrorista.
Algo muito sério está acontecendo nos valores dos homens, onde a vida vale cada vez menos, onde se mata cada vez mais com menos esforço, menos pruridos e sem dignidade. A civilização está gerando uma barbárie, na qual as pessoas se sentem libertas das amarras da civilidade, dos laços fraternais e prontas a matar por qualquer porcaria, um par de tênis de grife, uma religião, um ódio qualquer, uma indiferença profunda com a existência alheia. Um sentimento de incapacidade de mudar seja lá o que for, libera muitos a buscar o justo, o seu quinhão, a verdade, a divindade pelos meios que acha certo e a fazer a justiça com as próprias mãos. Que a pessoa que explode crianças e pessoas que apenas estavam no local da explosão, seja uma ameaça a todos é inegável, muito diferente é achar que disso decorre que a mesma possa ser punida, ainda que se aplique a pena de morte, ou a prisão perpétua, ou outra pena qualquer. Isso com certeza satisfará o sentimento de vingança que a maioria considera legítimo diante das injúrias praticada, mas justiça alguma será feita, mesmo porque não há justiça possível nas ações que são eminentemente irreversíveis, ou seja, tudo que envolve a morte. Para mim, tais pessoas deveriam ou ser perdoadas se mostrassem arrependimento, ou serem expulsas da comunidade humana, deixarem soltas sem que ninguém lhes dirigisse a palavra ou atenção, visto não serem dignas de confiança. Jamais sujaria as mãos para tocar tais pessoas e poderia até dar comida para não morrerem de fome, mas não palavras ou atenção.
Enfim, o terror está vencendo, a desconfiança generalizada está se disseminando por toda parte, cada vez mais somos mais vigiados, revistados, despidos de nossas coisas, porque suspeitam que possa se transformar em arma. Todo desconhecido se torna um perigo em potencial, mais do que alguém com quem criar laços de amizade. Será que esta pessoa que está na minha frente, ou ao lado, não é alguém pronta a cometer alguma selvageria? Será que aquele vizinho meio esquisito não é um terrorista disfarçado? Nada prova mais a vitória do terrorismo do que o medo disseminado, paranoico, que impera cada vez mais no coração dos homens amedrontados, a tal ponto que seremos em breve obrigados a entrar em aviões, ônibus, metrô, estádio, shows, casas noturnas nus, não para apreciarmos a nudez ou a beldade humana, mas para nos certificarmos que a pessoa não porta maldades. O fato é que tem vendedor de panela de pressão agora que está desconfiando de qualquer um que compre uma panela; se comprar duas, com certeza é terrorista.
Democracia à brasileira: um prato indigesto
Poucas
coisas desagradam tanto o meu paladar como o tirânico horário eleitoral
gratuito. Entre outras coisas, dá gases e é uma ofensa à inteligência, onde se
faz publicidade de realizações torpes, mas que jamais propaga qualquer ideia
razoável de política: há apenas a grande maioria dos políticos querendo se
qualificar, desqualificando seus adversários, sendo um universo tão pouco
confiável, que, é claro, poucos respeitam os desqualificadores ou os
desqualificados. Uma tirania que nos obriga a escutar ou assistir ideias tolas,
para não dizer estúpidas, propaganda enganosa e mentiras deslavadas, como se o
direito de algum idiota querer dizer suas idiotices, torne obrigatório todos
termos que escutá-lo. Além disso, há a tirania do voto, aquela bobagem que
somos obrigados a fazer a cada dois anos, onde se gasta muito dinheiro em
coisas que acabam no lixo. Nada mais antidemocrático que ser obrigado a votar,
a não poder manifestar sua opinião política e seu desagrado de não querer
participar dessa imundice que os políticos fazem. Afora ainda o fato que o voto
é eminentemente aristocrático e não democrático, como se ilude a grande
maioria, na medida em que se escolhem os melhores, aqueles que acreditam que
tem mais idoneidade de que os demais, e o princípio democrático é o sorteio
entre todos os cidadãos iguais, igualmente aptos para governar ou ser
governado, e ninguém é melhor ou superior a ninguém para exercer qualquer
função política. A escolha de pessoas pelo voto foi uma criação aristocrática
que pressupõe uma desigualdade inerente entre as pessoas, havendo pessoas
melhores e piores, o que é uma percepção antidemocrática. Democracia tem sido
sempre algum tipo de tirania da maioria sobre a minoria, havendo inclusive um
excesso de preconceitos democráticos disseminados na cultura brasileira, que
acredita que tudo pode ser resolvido pelo voto. A verdade, por exemplo, não é
algo que se delibere por votação, mas produto de uma investigação. O certo
também não. A única coisa que se estabelece por voto são os interesses
majoritários. Interesses não são certos ou justos, é apenas manifestação de
vontades particulares ou grupais. As leis são tão somente a manifestação da vontade
geral, que nem sempre acerta, nem sempre é justa, e por vezes, nem é clara ou
honesta, e podem ser estabelecidas por votação, quando se tem pressa em
estabelecer uma norma jurídica, mais do que procurar entender o problema;
muitas vezes o problema está em querer estabelecer normas para todos ou
regulamentar a vida das pessoas dentro de um padrão comum num universo de
pessoas distintas.
O que é realmente democrático, aceitar as diferenças de pensar, sentir, dizer e agir, respeitar as escolhas pessoais antes que delimitá-las ou nivelá-las, dar espaço para as minorias se manifestarem e existir, antes de submetê-las às vontades majoritárias, aqui no Brasil nem ao menos é entendido, ainda mais aceito. Aqui a maioria decidiu a minoria tem que submeter. Qualquer tentativa de descriminalização de práticas minoritárias, que deveriam estar sob a alçada da consciência individual (e nunca sob arbítrio da maioria), como jogo, drogas, aborto, eutanásia é sumariamente proibido pela maioria, que se acha no direito de determinar o que é certo e errado para todos, e nada mais tirânico e antidemocrático do que isso. Enfim, a única coisa que restou de democrático nessa fétida democracia brasileira, que ainda não foi eliminada totalmente, é o precário direito de expressão, ainda que não forneçam meios para se expressar, sejam os meios mediáticos, sejam os recursos retóricos, findando, como ocorre com a maior parte dos direitos, sendo uma liberdade de direito, mas não de fato. É claro que qualquer um pode ir à internet e gritar para o mundo, mas como está todo mundo gritando, só poucos escutam os gritos, além do fato que virou uma banalidade protestar ou falar mal de tudo e de todos. Eis porque, daqueles que escutam, poucos levam a sério o que ouvem. Restaria ainda a possibilidade de mudar de país, o que não faço por preguiça e comodidade, pois ainda que a democracia brasileira seja tirânica e tola, como as leis não são sérias, há tanta brecha na legislação, que qualquer um faz (ou não faz, como prefiro) o que quiser. Naturalmente, isso resulta numa sociedade violenta e cara, mas como a violência pouco me atinge porque pouco tenho, e a maior parte do encarecimento social tão pouco chega perto de mim porque pouco quero, vivo tiranizado pelo horário eleitoral gratuito e pela obrigatoriedade de votar, mas no mais, como os governantes nem me notam (assim como a maior parte de nós), muito menos o Estado, risco nenhum corro. A rigor nem votar, voto, pois não preciso comprovar nada para ninguém, já que nem quero mamar nas tetas do Estado (ser funcionário público, pegar empréstimos estatais, bolsas, prestar serviços ao Estado etc.), muito menos pretendo sair do país, nem pretendo fazer empréstimos, e sei lá mais o quê se exige comprovação de quitação com a (in)justiça eleitoral, aliás, nem sabem que não tenho título de eleitor. Verdade que tiranias podem matar não apenas perseguindo as pessoas, mas sendo indiferentes aos tiranizados, porém, no meu caso, a indiferença estatal e governamental para com todos é útil e benéfica, essencial para a minha sobrevivência. O fato é que ainda que o Estado e a sociedade brasileira queiram tomar conta de tudo, pouco tomam conta de qualquer coisa, e se não prestam atenção em suas imensas cagadas, como notarão algumas pequenas bostas feitas pelos pacatos cidadãos?
O que é realmente democrático, aceitar as diferenças de pensar, sentir, dizer e agir, respeitar as escolhas pessoais antes que delimitá-las ou nivelá-las, dar espaço para as minorias se manifestarem e existir, antes de submetê-las às vontades majoritárias, aqui no Brasil nem ao menos é entendido, ainda mais aceito. Aqui a maioria decidiu a minoria tem que submeter. Qualquer tentativa de descriminalização de práticas minoritárias, que deveriam estar sob a alçada da consciência individual (e nunca sob arbítrio da maioria), como jogo, drogas, aborto, eutanásia é sumariamente proibido pela maioria, que se acha no direito de determinar o que é certo e errado para todos, e nada mais tirânico e antidemocrático do que isso. Enfim, a única coisa que restou de democrático nessa fétida democracia brasileira, que ainda não foi eliminada totalmente, é o precário direito de expressão, ainda que não forneçam meios para se expressar, sejam os meios mediáticos, sejam os recursos retóricos, findando, como ocorre com a maior parte dos direitos, sendo uma liberdade de direito, mas não de fato. É claro que qualquer um pode ir à internet e gritar para o mundo, mas como está todo mundo gritando, só poucos escutam os gritos, além do fato que virou uma banalidade protestar ou falar mal de tudo e de todos. Eis porque, daqueles que escutam, poucos levam a sério o que ouvem. Restaria ainda a possibilidade de mudar de país, o que não faço por preguiça e comodidade, pois ainda que a democracia brasileira seja tirânica e tola, como as leis não são sérias, há tanta brecha na legislação, que qualquer um faz (ou não faz, como prefiro) o que quiser. Naturalmente, isso resulta numa sociedade violenta e cara, mas como a violência pouco me atinge porque pouco tenho, e a maior parte do encarecimento social tão pouco chega perto de mim porque pouco quero, vivo tiranizado pelo horário eleitoral gratuito e pela obrigatoriedade de votar, mas no mais, como os governantes nem me notam (assim como a maior parte de nós), muito menos o Estado, risco nenhum corro. A rigor nem votar, voto, pois não preciso comprovar nada para ninguém, já que nem quero mamar nas tetas do Estado (ser funcionário público, pegar empréstimos estatais, bolsas, prestar serviços ao Estado etc.), muito menos pretendo sair do país, nem pretendo fazer empréstimos, e sei lá mais o quê se exige comprovação de quitação com a (in)justiça eleitoral, aliás, nem sabem que não tenho título de eleitor. Verdade que tiranias podem matar não apenas perseguindo as pessoas, mas sendo indiferentes aos tiranizados, porém, no meu caso, a indiferença estatal e governamental para com todos é útil e benéfica, essencial para a minha sobrevivência. O fato é que ainda que o Estado e a sociedade brasileira queiram tomar conta de tudo, pouco tomam conta de qualquer coisa, e se não prestam atenção em suas imensas cagadas, como notarão algumas pequenas bostas feitas pelos pacatos cidadãos?
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